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    Histórias de vida

    Meu avô escreveu um livro

    Lucas Toza Publicado em

    Atualizado em

    Avô de Lucas junto a uma ponte enfeitada com fitas coloridas

    E eu fiquei pensando: o que eu quero escrever no meu livro da vida quando tiver 89 anos?

    Foi com essa idade que ele decidiu escrever sobre a vida dele.

    Nada publicado, apenas um relato.

    Um dia eu estava em Salvador e ele me contou desse desejo de escrever, depois de ter perdido o filho mais novo de forma precoce e a esposa, minha vó e madrinha. Eu achei genial a ideia, tanto para ele ter a oportunidade e também ocupação de contar sobre ele, como um presente para mim, pra minha família ter esse relato.

    Eu tinha um notebook que não estava usando tanto e dei para ele poder escrever. Detalhe, né? 89 anos usando Google Docs para escrever o livro dele, sendo que estudou só até o que hoje seria a quarta série.

    Eu confesso que demorei para ler depois que ele finalizou. Errei. Só me toquei quando ele falou recentemente, com 92 anos, que quer escrever a parte 2 porque não imaginou chegar até essa idade. Então resgatei o livro e li.

    É muito louco a gente entrar em contato de forma tão próxima com a história de vida dos que vieram antes da gente. Quando eu cheguei nesse mundo, meu avô já tinha vivido um monte de coisas que eu sabia muito pouco (quase nada).

    Achei curioso que o relato de vida dele foi baseado nas experiências duras e perigosas que ele teve com os trabalhos, que começou com 12 anos. Conquistou muitas coisas com esse esforço. Junto com minha vó, criou 3 filhos e netos, mas hoje se vê na mesma situação financeira que boa parte dos idosos: apertado e dependendo de filho.

    O que quero escrever no meu livro da vida

    Essa semana tive aula de aposentadoria na Nossa — escola de planejadores financeiros de Vivi e Amuri. E lembrei de meu avô. E de minha avó.

    Me fez pensar:

    Eu estou fazendo o que eu preciso fazer para que, com 89 anos, eu possa escrever um livro estando numa posição confortável financeiramente?

    (Pergunta de sessão de terapia ne? Por isso brinco que planejamento financeiro não é terapia, mas é terapêutico).

    E a resposta é sim só que com oportunidades de melhorias :)

    Isso mesmo, não é porque eu sou planejador financeiro que minha vida tá 100% organizada, planejada, estruturada.

    Vida real!

    Mas eu sei o que precisa ser feito.

    E você, já pensou sobre isso?

    Esse texto fez sentido com sua história? Vou gostar demais de te ouvir

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